Mundo
Hungria "a milímetros" de desligar completamente a central nuclear devido à seca
A Hungria esteve "a milímetros" de desligar completamente a sua central nuclear devido aos baixos níveis de água do rio Danúbio.
“Por volta de 1h30 da manhã, estávamos a poucos milímetros de desligar completamente a central nuclear de Paks, mas depois o nível da água parou de baixar e, pela manhã, tinha subido 1,5 centímetros”, disse o primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, esta terça-feira.
"Esta é uma ótima notícia, pois o corte completo da central pode ser evitado num dos dias de maior consumo", acrescentou, afirmando que as previsões dos níveis de água do Danúbio para os próximos dias são agora “ligeiramente mais otimistas”.
A central nuclear de Paks, que gera quase metade da eletricidade da Hungria, está a funcionar com capacidade reduzida, pouco acima de 10%, devido aos níveis de água demasiado baixos no Danúbio. Esta é “uma situação inédita em 44 anos”, disse Magyar.
O ministro da Energia, István Kapitány, afirmou esta terça-feira que uma série de medidas de economia de energia conseguiu reduzir o consumo de energia e manter a segurança da rede elétrica.
A queda da produção de energia nuclear na Hungria deve-se aos baixos níveis de água no rio Danúbio, que em alguns pontos atingiram níveis historicamente baixos.
"Dias mais difíceis ainda estão por vir"
O primeiro-ministro da Hungria elogiou a solidariedade da população após o país enfrentar "a noite mais difícil e crítica" enquanto atravessa uma onda de calor e uma crise energética.
“Os acontecimentos desta noite dão-nos motivos para otimismo, mas os dias mais difíceis ainda estão por vir”, alertou Magyar, numa altura em que são esperadas temperaturas acima de 40°C no país.
A vizinha Roménia também saudou o aumento de dois centímetros no nível da água, após ter realizado uma explosão controlada para desviar um grande volume de água para o Velho Danúbio e para a central nuclear de Cernavoda, de forma a ajudar no seu arrefecimento.
O administrador da central disse que a explosão permitirá ajudar a manter a central nuclear em funcionamento nos próximos dias. As temperaturas devem ultrapassar os 40°C em grande parte da Roménia esta terça-feira.
Tanto a Roménia como a Hungria apelaram à população e às empresas para reduzirem o consumo de energia para aliviar a procura.
As fábricas de automóveis da Dacia e da Ford na Roménia concordaram em interromper a produção até 19 de agosto, reduzindo voluntariamente o consumo de energia em cerca de 200 megawatts, afirmou o primeiro-ministro Ilie Bolojan.
Os dois reatores da central nuclear de Cernavoda produzem, em conjunto, 1.400 megawatts, o equivalente a cerca de 20% da eletricidade consumida na Roménia.
No passado dia 28, um dos reatores foi desligado e, desde então, as autoridades procuram manter o segundo em funcionamento aumentando o nível da água utilizada no seu sistema de arrefecimento.
"Esta é uma ótima notícia, pois o corte completo da central pode ser evitado num dos dias de maior consumo", acrescentou, afirmando que as previsões dos níveis de água do Danúbio para os próximos dias são agora “ligeiramente mais otimistas”.
Az eddigi legnehezebb és legkritikusabb éjszakán vagyunk túl.
— Magyar Péter (Ne féljetek) (@magyarpeterMP) August 4, 2026
“Segíts magadon, az Isten is megsegít.”
Köszönöm mindenkinek a példátlan nemzeti összefogást! Közösen sikerülni fog. pic.twitter.com/GA0SdsZURX
A central nuclear de Paks, que gera quase metade da eletricidade da Hungria, está a funcionar com capacidade reduzida, pouco acima de 10%, devido aos níveis de água demasiado baixos no Danúbio. Esta é “uma situação inédita em 44 anos”, disse Magyar.
O ministro da Energia, István Kapitány, afirmou esta terça-feira que uma série de medidas de economia de energia conseguiu reduzir o consumo de energia e manter a segurança da rede elétrica.
A queda da produção de energia nuclear na Hungria deve-se aos baixos níveis de água no rio Danúbio, que em alguns pontos atingiram níveis historicamente baixos.
"Dias mais difíceis ainda estão por vir"
O primeiro-ministro da Hungria elogiou a solidariedade da população após o país enfrentar "a noite mais difícil e crítica" enquanto atravessa uma onda de calor e uma crise energética.
“Os acontecimentos desta noite dão-nos motivos para otimismo, mas os dias mais difíceis ainda estão por vir”, alertou Magyar, numa altura em que são esperadas temperaturas acima de 40°C no país.
A vizinha Roménia também saudou o aumento de dois centímetros no nível da água, após ter realizado uma explosão controlada para desviar um grande volume de água para o Velho Danúbio e para a central nuclear de Cernavoda, de forma a ajudar no seu arrefecimento.
O administrador da central disse que a explosão permitirá ajudar a manter a central nuclear em funcionamento nos próximos dias. As temperaturas devem ultrapassar os 40°C em grande parte da Roménia esta terça-feira.
Tanto a Roménia como a Hungria apelaram à população e às empresas para reduzirem o consumo de energia para aliviar a procura.
As fábricas de automóveis da Dacia e da Ford na Roménia concordaram em interromper a produção até 19 de agosto, reduzindo voluntariamente o consumo de energia em cerca de 200 megawatts, afirmou o primeiro-ministro Ilie Bolojan.
Os dois reatores da central nuclear de Cernavoda produzem, em conjunto, 1.400 megawatts, o equivalente a cerca de 20% da eletricidade consumida na Roménia.
No passado dia 28, um dos reatores foi desligado e, desde então, as autoridades procuram manter o segundo em funcionamento aumentando o nível da água utilizada no seu sistema de arrefecimento.